segunda-feira, 6 de outubro de 2008

os corredores ocultos da política

Em abono da verdade não podemos deixar de dizer que o sonho de muita gente hoje em dia é fazer política, pois esta é vista como uma boa fonte de renda. Conheço poucos que fizeram esta escolha e optaram pela honestidade, pois a sua missão é em sim uma falácia. Poderia questionar ao estimado leitor quais são as caracteristicas de um político em países mergulhados na miséria como o nosso. Certamente que uma das grandes caracteristicas é que este indivíduo é vulnerável a tempestades de corrupção e burla, ele come limpa a boca sai a rua com lábios secos e em nome do povo chora.
Vivemos num país com inúmeros problemas e a experiência já mostrou com a+b que só os tecnocratas podem resolver os problemas deste país, mas como a política está para ideais jamais convertidos em realidade, aquele que se atrave a mostrar suas qualidades e habilidades, é ejaculado do sistema. O cenário político do país nos mostrou recentemente que a falta de ética na política não é problema de um único movimento político - partidário mas de todos.
Fico triste por exemplo pelo facto de um dia nossos partidos sairem e defender com fervura um lobo político vestido a revolucionário mas quando vêem os seus interesses frustrados aparecem em pública e lincham a imagem do seu ídolo. A minha preocupação nisto tudo é até que ponto as actuais figuras propaladas podem ostentar uma integridade e responsabilidade perpétua ou que possa ser capaz de satisfazer os interesses do povo e do partido? se os partidos estão para representar o povo e suas aspirações porque é que os bons servidores são ejaculados dos corredores ocultos da política? Não sei se posso apostar em políticos mas a verdade é que tenho que escolher um deles já que estou nesta sociedade.
Existe na política a meu ver, uma tendência desta ser a via mais fácil de delapidar o país e o bem público, não só no nosso país mais em todo mundo, particularmente nos países pobres. Não é só aqui onde os mídias tem tido petisco para defender interesses de uma menoria conspiradora, mas em muitos cantos do mundo. Meus caros política é jogo sujo onde jogam os imundos, verdadeiros vendedores do prazer de reflexão. São poucos políticos que usam cabeça para pensar, única coisa que fazem é por bonés dos seus partidos e defender os ideais destes .
Hoje ser político é ter acesso a tudo e menos nada, viver gratuitamente, basta um comício popular e 2minutos de discurso barato no parlamento. Quem representa o povo no nosso país? Os que era suposto o fazer passam a vida a se reprovarem e insultarem-se no parlamento, promovendo actos de desrespeito em relação ao próximo. Nós que assistimos as sessões somos forçados a consumir podres que só pululam nos corredores ocultos da política, mas de soluçaõ para nossos problemas nada.
Os nossos herois hoje estão a ser homenageados, e os nossos líderes percorrem a nação inteira para concretizar esta brilhante iniciativa mas na minha óptica o mais sustentável para o país seria uma homenagem em único momento (3 de Fevereiro), gastava-se pouco dinheiro e fazia-se algo de jeito para o povo pois as homenagens tem estado a custar muito dinheiro ao estado moçambicano.
Na minha óptica não se pode falar de empréstimo nos distritos se o povo não tem como devolver o dinheiro que empresta em caso de não sucesso do negócio. O moçambicano no distrito se for ao Banco de Micro Crédito não terá nenhuma garantia a dar, primeiro mal tem tecto, em termos de bens para garantir não tem absolutamente nada. Porque não apoiar o empresariado a abrir grandes campos agrícolas e empresas nos distritos e empregar as pessoas? Estamos a promover o vício pela venda de produtos o que poderá custar as nossas vidas no futuro. Agora com apoio financeiro e abertura de negócios alastra-se o mercado informal, nascem candongueiros e assambarcadores e o país um dia vai chorar.
Não sou apóstolo da desgraça apenas quero dar meu contributo para um Moçambique melhor, onde a política não é base para estabilidade económica de maning eus (muita gente) mas uma actividade consciente de busca incessante do bem estar colectivo não o que assistimos hoje em dia.
Encorajo os tecnocratas que a partir das suas formações político-partidárias possam procurar ganhar espaço para um Moçambique melhor pois um país de técnicos cegos que não masturbam ideias apenas passam a vida a sustentar mentiras e argumentos falaciosos, tem um destino irónico.
Phambeni

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

de volta a reflexão

Fiquei triste com alguns acontecimentos na arena política nacional no que toca a eleição de candidatos para as Autárquicas. Aprendi na escola que os políticos, muitos deles, são demagogos. A RENAMO mostrou uma vez mais, e como eu disse num dos artigos aqui mastutrbados, que lea não é alternativa politica neste país. Esta Semana o pai da " Democracia " demostrou que ele também é aquilo que costuma chamar os outros, ditador. Não sou pró ninguém, isso que fique claro, mas é falso dizer que as bases é que tomam decisões. Que bases são essas, eis a questão. Quero também saber até que ponto essas "bases" são independentes.
De boca cheia o pai da Democracia, que ainda não nasceu, disse o que todos nós sabemos a um órgão de TV, isto é, que Daviz Simango era o candidato da RENAMO na Beira e o Pereira não devia avançar, não sei como foi, mas agora Deviz para trás e Pereira para frente, estranho. Eu não quero aqui dizer que a RENAMO está errada mas sim para apresentar alguns pontos prostituidos nesta decisão. Pesssoalmente não tenho nada contra Pereira, mas gostaria de saber até que ponto a sua candidatura e possível sucessão de Daviz pode ser sustentável? Respondam esta perguntam e ajudem a chegar a uma conclusão.
Não é o simples facto de ele ser do PCN? Qual pode ser o cenário se Daviz partir como independente ou através do PCN? Se isto for possível, a RENAMO pode dizer adeus à cidade da Beira. Dizem que a vitória da RENAMO naquela autarquia não tem nada haver com com a figura do filho de Urias Simango, pode mas também pode não ser verdade. Daviz é um ídolo na Beira e a política dele não é necessariamente da RENAMO, não é analfabeta e demagoga ele é tecnocrata e político e isto era mais valia. Esta é minha opinião e digo sinceramente, aliás tenho o feito, estou triste porque vivo num país sem alternativa.
Meus caros é perigoso ter falta de humildade política e agir sem precaver-se dos riscos eminentes, pois é falacioso o argumento de que o que está em jogo não é a imagem do candidato mas sim o partido. A grande questão é, até que ponto a figura que representa um partido pode influenciar a opinião pública. A pensar-se assim, um dia pegarão um cão de raça como candidato o resto será com o partido. Paranoia. Agora percebo porque é que a nossa oposição está sempre onde esteve, é que não tem vontade de avançar.
Sou leigo na matéria mas saí do exilio intelectual directamente para o meu masturbatório porque é insuportável saber que aqueles que podiam dar um passo para trás e dois para frente são cobardes. Os intelectuais bons e maus o que dizem lá no partido que diz ter parido a Democracia? Certamente que agora irão aparecer para sutentar positivamente esta paranoia, estão a consultar grandes obras e teorias de conspiração para justificar o procedinmento que as " bases" tomaram. Não se enganem.
Meus caros é triste, mas neste meu regresso esperava algo denovo mas nada, o país ainda carece de alternativa. Convido para que venham aqui ao meu mastubatório debater o assunto se estão conscientes do que dizem e defendem. aguardo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

ao visitante do meu masturbatório intelectual

Estou em crise de pensamento espero acordar logo, pois esta enfermidade é típica de políticos e eu não sou.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Autárquicas na Matola, Quid Juris?

São neste momento 22horas e 40 minutos, estou algures sem sono. Entro em contacto com o inumano, peço uma bênção para minha cidade, Matola. Mas minha oração é interrompida. Oiço vozes, opiniões e convicções, fico indiferente e continuo a rezar. As vozes agora gritam, e Deus me puxa as orelhas. Volto ao contacto com pai lá do céu e ele me revela: virão homens, aparentemente justos mas usarão esta farsa para fazerem injustiça. São homens ao nosso redor, autênticos lobos vestidos a carneiro.

Continuei ajoelhado em contacto com Deus, eis que ele me concede a liberdade de pensar, começo no mesmo instante a reflectir, concede-me liberdade e me dá voz e deixo minha opinião. Sei meu senhor, que vós enviareis homens, justos e injustos que terão ambição de liderar a Matola, cada um virá com seu propósito. Porém, algo me deixa frustrado. Como pode alguém num campeonato, no sistema de todos contra todos, apitar o jogo dos seus adversários? Ele deu Vermelhos a todos jogadores e equipes que eram obstáculo aos seus interesses individuais. No final das contas é o menino bonito que aparece como Messias. Diabo. Ou é árbitro ou jogador. Escolhe.

Muitos como o ilustre árbitro tem se aproveitado da fragilidade do sistema intra-democrático nos seus partidos, para se impor e satisfazer os seus apetites inferiores. Meus caros, no mundo da verdade os disfarçados caem na lama. Não irei deixar de dizer ao povo, que alguns dos que hoje aspiram nos dirigir foram capazes de convencer que os candidatos eliminados não eram ideais.

Que liderança para a Matola? Eis a minha questão? Será que precisamos de um tecnocrata que de política é nota vinte a esquerda? Ou precisamos de um político que tecnicamente é um distraído? Acho que nós precisamos de tudo isto e mais um pouco numa pessoa só. A Matola precisa de um político, um tecnocrata, uma pessoa humilde, que não pensa com base na sua barriga mas na da maioria. Uma pessoa capaz de controlar seus apetites inferiores. Ainda há tempo de se rebuscar opções que saíram da base e simplesmente foram banidas sem explicação plausível.

Alguns se aproveitam da vulnerabilidade e cegueira político-estratégica dos seus subordinados para angariar apoio, mas a verdade acaba caindo por terra, alguém enviado por Deus virá para se dirigir aos perdidos informando que ainda há tempo de se redimirem. Diabo. Meus caros, os mais próximos aos candidatos, acham que terão boa colocação, oportunidades e tudo mais um pouco, mas já adianto que isso é uma paranóia. Já explico porquê: quantos tiveram a mesma promessa? Quantos quadros são necessários para dirigir a Matola? Vejam se não caem nas armadilhas.

Meus caros, o País precisa do talento de todos e de cada um de nós, grande dilema é que continuamos mergulhados na ignorância, pois achamos e acreditamos que só é possível fazer valer nossas qualidades técnico profissionais enquanto formos dirigentes. Mentira. Aliás já dá para desconfiar destes compatriotas, que acham que só podem dar o melhor de sí enquanto forem presidentes. Eles são ambiciosos, estão a busca de benesses.

Não quero aqui criar intervalos fechados e limitados dos sonhos de cada um de nós, muito menos desencorajar as candidaturas em beneficio das minhas preferências, mas sim chamar a razão aos nossos compatriotas, que tendo pouca fama no mundo comportamental, tentam a todo custo buscar espaço para fazer aquilo que todos nós sabemos que podem fazer mal, a não ser que haja milagre.

Sei que muitos estão a seguir cegamente os caminhos dos ambiciosos por medo de represálias, mas já adianto que não há nada mais perigoso que ter medo de alguém, pois quando nosso sentimento é este, tudo que fazemos é só para agradar ao monstro e o resultado é mau trabalho. Meu professor, ensinou-me que não devia ter medo de ninguém, devia sim respeitar as pessoas. Como cidadão que vive na Polis, tenho minhas preferências político-partidárias, e digo que não tenho medo das lideranças da minha ala, respeito-as o suficiente para dizer quando estão erradas e quando estão correctas.

Eleições Autárquicas na Matola, Quid Juris? É sim caso para perguntar se haverá justiça na escolha e selecção dos candidatos, quais os critérios? Sua aplicabilidade e razão de ser. Depois de responder a estas questões aí sim, como camaradas que somos iremos falar a mesma língua

domingo, 13 de julho de 2008

Os motivos da minha ousadia Vs desespero dos esfomeados

Certamente que alguns não entenderão o motivo e a razão de ser do paralelismo entre o meu atrevimento e o desespero dos esfomeados, que aproveitando-se da fragilidade do sistema intra-democrático nos seus partidos, vão tentando se impor para satisfazer os seus apetites inferiores.

O facto é que minha posição em relação aos que estão na linha da frente, a busca do seu auto-sustento, criou certas especulações. Uns dizem que sou Pro-fulano ou fulana e Contra-Cincrano e Betrano, nem uma nem outra coisa corresponde a verdade. Minha diferença com muitos dos nossos compatriotas é que eu não consigo tapar o sol com a peneira, quando eles sim, desde que seja para continuar a andar num bom carro e todos benesses possíveis.

Tem razão os ditos cujos e seus sequazes de estarem tensos, nunca imaginaram que alguém fosse capaz de dizer que, no mundo da verdade os disfarçados caem na lama. Não irei deixar de dizer ao povo, que alguns dos que hoje aspiram nos dirigir foram capazes de desviar Chapas de Zinco que seriam encaminhadas para as vítimas do vendaval, roubaram ao mesmo povo que se for abandonado por Deus, ele irão comandar como uma manada de vacas. Como pode alguém dirigir uma cidade que em todas oportunidades que teve para liderar processos sobre a vida e o destino da maioria, simplesmente preferiu dar atenção às suas paixões pelos bens materiais.

Meus caros, olhemos para os antecedentes e vamos ao julgamento, isto irá nos ajudar a não cair nas armadilhas dos esfomeados. Disse-mo uma vez um amigo e docente que a fome, tem uma reacção muito violenta. Acrescentou que quando um homem pensa de barriga vazia, pode vender tudo até a sua própria sombra. Os episódios que vivemos hoje, me lembram meu amigo, agora no nas terras do planalto.

Que liderança para a Matola? Eis a minha questão? Será que precisamos de um tecnocrata que de politica é nota vinte a esquerda? Ou precisamos de um politico que tecnicamente é um distraído? Acho que nós precisamos de tudo isto e mais um pouco numa pessoa só. A Matola precisa de um político, um tecnocrata, uma pessoa humilde, que não pensa com base na sua barriga mas na da maioria.

Alguns se aproveitam da vulnerabilidade e cegueira político-estratégica dos seus subordinados para angariar apoio, mas a verdade acaba caindo por terra, alguém enviado por Deus veio e disse aos perdidos que ainda havia tempo de se redimirem. Diabo. Meus caros, os mais próximos aos esfomeados e desonestos, acham que terão boa colocação, oportunidades e tudo mais um pouco, mas já adianto que isso é uma paranóia. Já explico porquê: quantos tiveram a mesma promessa? Quantos quadros são necessários para dirigir a Matola? Vejam se não caem nas armadilhas.

Deus me enviou a um local e lá estava um bêbado, que no meio de uma conversa disse: se aquele esfomeado vai ser presidente da Matola então todos bêbados podem ser. Fartei-me de rir, e descobri que quanto mais avançava mais motivos encontrava para esta minha polémica e arriscada posição.

Uns gabam-se porque, segundo afirmam, são responsáveis pela existência de asfalto na cidade da Matola. Agora digam o que é que fizeram para que a Matola não evoluísse? O que voz forçou a descalçar as chuteiras. Academia? Papo furado.

Conhecemos episódios de cobranças de comissões até para donativos. Agora de que se gabam? De terem delapidado a pobre Matola? Homens assim deviam ser levados a uma reflexão em torno das escrituras bíblicas, para serem posteriormente Baptizados e Crismados, pois se algum dia, passaram por estes Sacramentos, eles tornaram-se inválidos de tanto desvio comportamental.

Meus caros, o País precisa do talento de todos e de cada um de nós, grande dilema é que continuamos mergulhados na ignorância, pois achamos e acreditamos que só é possível fazer valer nossas qualidades técnico profissionais enquanto formos dirigentes. Mentira. Aliás já dá para desconfiar destes compatriotas, que acham que só podem dar o melhor de sí enquanto forem presidentes. Eles são ambiciosos, estão a busca de benesses.

Não quero aqui criar intervalos fechados e limitados dos sonhos de cada um de nós, muito menos desencorajar as candidaturas em beneficio das minhas preferências, mas sim chamar a razão aos nossos compatriotas, que tendo pouca fama no mundo comportamental, tentam a todo custo buscar espaço para fazer aquilo que todos nós sabemos que podem fazer mal.

Sei que muitos estão a seguir cegamente os caminhos dos esfomeados por medo de represálias, mas já adianto que não há nada mais perigoso que ter medo de alguém, pois quando nosso sentimento é este, tudo que fazemos é só para agradar ao monstro e o resultado é mau trabalho. Meu professor, ensinou-me que não devia ter medo de ninguém, devia sim respeitar as pessoas. Como cidadão que vive na Polis, tenho minhas preferências político-partidárias, e digo que não tenho medo das lideranças da minha ala, respeito-as o suficiente para dizer quando estão erradas e quando estão correctas.

Querem nomes? Vão perguntar aos esfomeados e aventureiros, devidamente identificados no mundo de desvio comportamental, assim irão perceber a minha ingénua reflexão em torno da cidade do povo e para o povo. Matola hoyé!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quando esfomeados estão na linha da frente

Telefonou-me um amigo a perguntar quem iria avançar para liderança do Município da Matola nas autarquias deste ano, disse que não sabia. Só que minha verdade era formal e não material por dois motivos: não quis correr o risco de mencionar dois nomes, um deles, que não direi aqui, no fim de semana, ficou sem energia em casa por estar a dever três mil meticais a empresa que oferece energia eléctrica. O outro que também não direi, simplesmente ama violar a constituição da república, isto é, para ele diferentemente do plasmado na lei mãe, a terra pode ser vendível e alienada.

Imaginemos um cenário em que o pai lá do Céu, abandona seus filhos e deixa-os nas graças dos irmãos gémeos de Judas Iscariotes; eles irão usar os impostos para saldar dívidas com quem os dá luz e água em casa, passarão a sustentar as suas sucursais, as custas do nosso suor. Imaginemos, uma cidade que sempre foi de todos, um dia ser hipotecada, os fundos da autarquia a pagarem contas nas barracas, como se tem feito com os fundos das instituições onde estão acomodados!

Imaginemos um cenário em que indivíduos com antecedentes profissionais pouco famosos, tomam conta daquilo que um dia foram forçados a deixar, pois não se adequavam as mudanças!? A cede do grupo é maior, tal como a sua situação de extrema pobreza, daí que todo petisco que for a aparecer pela frente, será um banquete a maneira dos colonos. Certamente que a situação será constrangedora para a maioria, e como a Clã Iscariotes estará a gozar da distracção de Deus, ela irá açambarcar, tomar para si a Matola.

Parémos agora de imaginar e vamos aos factos. A Matola está a beira de ser engolida por ambiciosos, que já tem as estratégias e planos de roubo desenhados prestes a serem executados. Se isso acontecer adeus o projecto da Matola como Cidade da Cultura, adeus Matola no coração porque ela vai descer do coração aos bolsos. A experiência já provou com a+b que tudo que tencionam são benesses, aliás, os que tentam tapar o Sol que brilha no seu olhar com a peneira, irão se frustrar, pois o projecto que a Clã Iscariotes pretende para a Matola, é para minorias.

Verdade seja dita, melhor estar num carro a ser conduzido por um maluco assumido que por louco disfarçado, este último vive como camaleão muda de cor quando quer, desde que seja para alimentar sua ambição. O primeiro é fácil controlar porque antes da boleia, sabemos que será um louco a nos levar.

Os Matolenses não querem abutres, açambarcadores, mas esta vontade da maioria pode ser frustrada porque apesar de vivermos num país democrático, as minorias continuam a dizer quem são os candidatos que podem servir a maioria. Há um adversário da Clã Iscariotes, que a única diferença é a cor que defende, mal sabe da Matola e dos seus problemas já se diz ser ele a arca de Noé em pessoa, que patologia. A Matola está a crescer e queria desde já parabenizar ao elenco actual que tem sabido dar continuidade do sempre e eternamente igual a si, um verdadeiro quadro do país e do Mundo, o malogrado Carlos Tembe.

A comissão de verificação devia prestar muita atenção em relação aos aventureiros políticos que se tentam impor, como forma de melhor servir aos Matolenses. Porque beneficiar 2 para viver a vida eterna a ser crucificado, é extremamente arriscado para um projecto que se quer e sempre foi do povo. Eu não arriscaria a dar pão sem sal ao povo, pois estou consciente do perigo que passa despercebido dos abutres. A Matola tem opções que não interessa aqui fazer menção porque, apesar de não serem perfeitas podem ajudar a cidade a crescer, eles tem berço. Muitos outros bons, ficaram para trás, uns devido a sua humildade, outros abocanhados pelos critérios que podem nos levar a um covil de víboras.

Vivemos num país democrático, eles, os membros da Clã Iscariotes, tem direito de tentar avançar para o topo, mas tenho dito, bem aventurados são os humildes e deles é o reino do senhor. Albert Einstein dizia que, Meço o valor de um homem pela medida em que ele se liberta de seu próprio eu, e enquanto a clã continua com rabo preso à imperfeição e ao egocentrismo não irei recuar.
Meus caros, ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar. Esta é a principal causa da minha ousadia, aliás reconheço ser leigo, mas odeio tapar o sol com a peneira. Não vamos deixar o mal crescer pois como diz um adágio popular, quanto mais alta se eleva a estátua, tanto mais dura e perigosa é depois a pancada na queda. Vamos enquanto cedo evitar os danos, a estas alturas a imagem do grupo não deve ser diluída por um punhado de esfomeados que estão na linha da frente.
Jesus ao enviar para ventre da Maria Santa, o filho unigénito de Deus, sabia que era o canal certo para trazer ao mundo material, a salvação do homem. Deixem a Matola Avançar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Quando a Democracia e Eleições são Patológicas

Nasci num país democrático, ainda que isso me custe em algum momento a minha liberdade e também me frustre nas escolhas, principalmente quando as minhas escolhas são descartadas. Em Novembro, irémos as urnas escolher, por voto secreto o próximo edil da Matola, que será o mais votado, o que ao longo da campanha vai se apresentar com melhor projecto.

Teremos, a principio, candidatos independentes e representantes de diversos partidos políticos, pois a nossa legislação assim o permite. Mas esta liberdade de participação e candidatura tem os seus contornos, estou a falar dos prováveis vícios ao processo eleitoral, com vista a conferir vitória a um dos candidatos. Todos eles podem, consciente ou inconscientemente, viciar o conjunto de regras e procedimentos eleitorais. Queria aqui discutir algumas formas de viciação eleitoral.

Em primeiro lugar queria olhar para a pressão sobre os candidatos. Estes podem sofrer sansões e ameaças a sua integridade moral, física, económica e acima de tudo política, que os leva a desistir das suas aspirações, principalmente os da oposição. Suas actividades de campanha, nomeadamente, comícios populares, afixação de cartazes, aparecimento em meios de comunicação, etc., são sabotadas, como forma de desencorajá-los a seguir em frente.

Em segundo plano, queria falar das pressões sobre o povo, os eleitores. Em relação a estes, a viciação eleitoral acorre através de ameaças de represálias efectuadas pelo patronato, pelos ricos, governantes, pelas autoridades policiais, etc. Quantas vezes, não ouvimos nossos compatriotas a se queixarem de ameaças de perder emprego, caso fossem da oposição das convicções político-partidárias, do patronato, governantes? Quando isto acontece, a liberdade de voto é abalada e já não há livre exercício do sufrágio. Estamos aqui perante uma situação de intimidação dos indivíduos e das suas liberdades.

O outro aspecto que gostaria de discutir aqui, tem haver com as questões de cidadania que podem de alguma forma viciar os processos eleitorais. Residência no local onde concorre e a idade por exemplo. Muitos candidatos são excluídos pelo senso comum, pois eles possuem idades que a sociedade julga inferiores para o exercício do poder, ainda que suas habilidades sejam reconhecidas. Assim, o povo também vicia desta forma, o processo eleitoral. Estamos a falar de todos julgamentos e argumentos falaciosos que ofuscam o processo, protagonizados pelo povo.

As sondagens de opinião também podem concorrer para a viciação dos processos eleitorais. Imaginemos uma situação em que, uma grupo intelectual com legitimidade e autoridade, decide promover uma sondagem de opinião e as amostras levam para vitória de um certo candidato ou partido político, obviamente que os eleitores virão suas intenções de voto abaladas, os partidos políticos e os candidatos sentirão-se forçados a traçar mecanismos para assegurar a vitória, e o processo eleitoral fica prostituído de anomalias.

A liberdade tanto exaltada nos processos eleitorais, significa que o eleitor, faz uma escolha consciente do seu candidato, assim como o pode não fazer, em relação a este ou aquele candidato. Liberdade de voto significa que o acto está isento de pressões, portanto aqueles que forem a vencer através da viciação (pressão), terão autoridade mas não a legitimidade. É preciso que se tome em consideração as liberdades públicas (individuais e colectivas), para que o escrutínio de Novembro seja um sucesso.

O tão propalado autoritarismo político, cá entre nós, não tem espaço graças ao multipartidarismo, conquistado não por um grupinho, mas pelo povo que sempre lutou contra todas forças de mal e todas formas de dominação do homem pelo homem. Pode sim, existir algumas tendências de autoritarismo, é inevitável em qualquer parte do mundo, aliás isto caracteriza os governos dia, mas esta é somente uma aspiração que não pode ser legalmente instituída, abertamente proclamada, pois espaço não existe.

Certamente alguns irão ficar indignados como minha posição, mas queria elucidar que temos alguns exemplos de que a oposição, o povo, tem algum poder para fazer recuar o governo das posições com tendência para autoritarismo e prepotência.

As posições que cada um tomou até agora, devem ser banhadas de coragem e preceverança, para que as várias pressões ou viciações eleitorais não façam mudar nada. Neste momento, muita coisa irá acontecer para influenciar as nossas intenções de voto, temos que ter cuidado com a demagogia, elemento típico da Dbemocracia.