terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paradoxos da Matola

Queria convidar Charles Darwin, para elucidar o diálogo de hoje com super-homem da Matola, El Poderoso, que disse uma vez e bem que, Se a miséria dos nossos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas pelas nossas instituições, grande é a nossa culpa. Ai está, sua Excia., quem é o culpado pela miséria dos trabalhadores da instituição que o senhor dirige? É um facto que a massa laboral não anda contente pelas bandas da Autarquia da Matola, sente-se num autêntico regime de Tirania ( Tirania, é caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e colectivas. A moderna tirania é representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação... O comportamento tirânico de um político muitas vezes pode ser visto pelo dinheiro gasto em publicidade governamental – in: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tirania).

Primeiro: A massa laboral está desgastada com a nova filosofia, que não é nem tão pouco motivadora e não tem nada haver com nova “dinâmica”, o facto é que sua Excia., quando chegou ao poder, em menos de seis meses tratou de sanar sua fome e de seus seguidores directos ( vereadores, sem pasta nem competências), aumentando salário. E a massa laboral, os implementadores, a expectativa ficou gorada e lá veio a frustração. Um grande paradoxo para quem muito fala de contenção de custos, pois está mais do que claro que os gastos subiram, um cenário que as receitas não apresentam. O exemplo deste paradoxo é também o facto do edil ter reduzido em mais de 30%, o subsídio de comunicações dos técnicos superiores ( antes recebiam 600MT, agora recebem 400MT ), sob falso argumento de contenção de custos. Será este desconto que reforçou o salário dos vereadores e do super-homem? É paradoxal. Mais frustrante é o facto dos vereadores sem pasta usufruírem de um salário superior aos técnicos superiores da autarquia e outros funcionários com comprovada competência. Alguns vereadores, são tão básicos que mal sabem escrever, e se forem colocados na balança, com os técnicos sacrificados, alguns desses vereadores podem flutuar como pipocas. Para me provarem o contrário, coloque-os na balança. Vamos ao braço de ferro.

Dado que o maquiavelismo reina no corpo e na alma, pouco se importam com a vossa incompetência, mais importante é ser boss, ter carro e se piscar um pouco outras línguas, para ajudar o super-homem, tem direito a casa e ainda uma boa dúzia de palmadinhas nas costas, é só sacrificar algumas noites para traduzir, interpretar e a vida está andar. Ao frustrar a massa laboral, os quadros e técnicos da autarquia, corre-se o risco de revolta. Sei que já manifestou a humildade que vive em si, ainda que de criança, e reuniu-se com antigos quadros para pedir perdão, por ter em algum momento os humilhado. Faça o mesmo verá que só sairá a ganhar.

Os que lhe guarnecem, estão zangados, a Polícia Municipal diz que o efectivo alocado, aos locais onde super-homem acha que devem guarnecer, é muito e isso acaba criando défice noutros locais. De antes não era assim, será que a cidade está tão violenta? Mas não vão dizer, a não ser que depois de ler este texto sejam convocados para um sermão por me terem confidenciado a sua frustração. Eles dizem apenas que há sérios problemas de racionalização da força, porque super-homem, adora escolta e guarnição. Alguns perderam emprego pura e simplesmente porque não agradaram ao super-homem, foram dispensados de forma humilhante, alguns que sentem sua vida amputada, já estão a mover processos nos tribunais, mais tempo menos tempo, no banco dos réus o super-homem poderá se explicar e prestar contas pela tirania. Será possível tanta polémica em menos de um ano? E daqui a 1 ano que será da cidade? Ficam no ar estas inquietações, movidas apenas pelo alto sentido de cidadania.

Segundo: se o super-homem é apreciador da música ligeira moçambicana conheceu Eugênio Mucavel, já falecido, vivia no bairro Patrice Lumumba, um verdadeiro cantor e compositor, uma das músicas populares da sua autoria é Patrão, nesta música ele suplica ao seu patrão para que o dê salário, pois receia ele que, sua família morra a fome. Bom, muitos trabalhadores da edilidade cantaram efusivamente esta música no fim de semana. Na terça-feira da semana passada, deu entrada no gabinete do super-homem, toda documentação para que os trabalhadores tivessem salário a tempo e hora de passar o fim de semana prolongado e festivo sem dificuldades, mas porque o edil advoga o ditado segundo o qual, a tristeza de alguns é alegria dos outros, pouco se importou, ignorou os documentos e foi ao fim de semana prolongado. Na sua casa nada falta, dizem que é incrível a flexibilidade com que despacha os assuntos que tem haver com as despesas da residência oficial, onde será inquilino por mais 4 anos e mais alguns meses. Os trabalhadores ficaram frustrados, como ficaria qualquer cidadão comum. Segunda-feira, chegou o salário, muitos já se tinham endividado para que não faltasse pão lá em casa. Mas a frustração aumentou mais. Dizem que é sempre assim, quando se trata de pagar os outros a mão de super-homem parece de Vaca, é tão dura que prefere ignorar os mais elementares direitos das pessoas.

PS: O cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza -Carlos Drummond

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

País do medo

Embalado na trsiteza de viver num país,
Ou se calhar na ópitica de Manguana, um sítio
Vou ejaculando no dia a dia meu descontentamento
Perante esta inverosimil cobardia do meu tempo

Camunflar-me poeta, é uma loucura que só teve vasão em Craveirinha
Nestes tempos é só comprar pomada e cuidar dos tiganás dos chefes;
Vestir a capa de crítico, é condenar-se a ter a morte que teve Sócrates
Se meus versos rimam ou não, meu conteúdo é erva daninha

Tenho medo e receio de viver neste país
Onde muitos sistemas vivem num sistema
E bufaria é o segredo do sucesso

Escreveu e disse bem Rui Ligeiro sobre país do medo
Confesso, que mil vezes a sicuta que viver como puxa saco
Acredito na mudança e meu filho viverá esse mundo
Com o qual tanto sonho

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um génio chamado nhancale

Diz uma adágio popular que, « Abençoado aquele cuja fama não brilha mais que a sua verdade», não quero meu corpo brilhante, não quero meu rosto como ouro sobre o azul, o mais importante é partilhar com os demais, aquilo que considero verdade, respeitando para o efeito a relatividade que sempre perseguiu a verdade. Triste para mim é quando alguém ousa, em pleno século XXI, anunciar verdades formais, que servem para fazer o boi dormir. Quando questiono essas verdades, sou tido como o apóstolo da desgraça. Só mesmo um génio para tanta ousadia.

Em nenhum momento, meu caro, poderei citar nomes de descontentes pois estes não cabem no Mito da Caverna, mesmo de coubessem não o faria por uma questão de bom senso e protecção da vida e do ganha-pão destes. O discurso neste momento é de que, fale quem quiser falar mas daqui ninguém nos tira, pode até ser verdade, pode sim porque vos alegra serem maus servidores da pátria, vos alegra manchar o partido que vos deu a faca e o queijo, mas não se esqueçam de que vivem numa cidade, num país, onde o povo tem poder, tem força, e a vossa vez irá chegar.

Quantos munícipes não vivem um sentimento de arrependimento neste momento? As promessas não foram feitas ao autor destas linhas como pacato cidadão apenas, como integrante desta cidade, mas acima de tudo para o povo matolense a maioria. O autor destas linhas não ocupa dois espaços ao mesmo tempo, não tenciona contrariar a Física, mas as reclamações vem de tudo quanto é canto, e todos são unânimes em afirmar que: a Matola parou. A Matola ainda vai permanecer estagnada, o seu edil parte para mais uma jornada de demagogia, vai fazer campanha para o seu partido, irá passar por onde passou antes das eleições autárquicas a pedir voto, desta vez não para ele, mas para seu chefe.

Ele irá anunciar os ideais políticos, que como disse Giovanni Sartori (cientista político italiano especializado no estudo da política comparada), não estão para ser convertidos em realidade mas sim para serem desafiados, sua concretização não passa de uma miragem, um sonho. Atenção camarada, seu portador de mensagem pode não ser um canal correcto e o impacto do facto dele ser mau exemplo neste momento, pode ser muito fatal.

Muitos matolenses perderam confiança que nunca ganharam do seu edil, e os preconceitos em relação a imagem deste, podem ter um impacto negativo sobre o comportamento do eleitorado, e aí quem vai perder? Perder não é não ganhar, perder é não alcançar as metas, sentir que a batalha foi madrasta. Isso sim, é perder.

Que promessas irá o edil fazer, de certeza são promessas macro que é o tamanho do escrutínio de Outubro, mas se até as micro promessas não tem capacidade de concretizá-las que será dos desafios que será encarregue de anunciar? Posso estar errado, mas enquanto não me provarem o contrário, não irei mudar de posição. Quem pede energia eléctrica em Khongolote, Intaka, Matola Gare, Matlemele, Nkobe, etc., são os munícipes.



Quem quer estradas melhoradas conforme as promessas, Pontecas para atravessar o rio Mulaúze etc. , é o povo, aliás porque não compensar o povo também da mesma forma como estão a compensar os canais que vos levaram até aí. Mas não é só o povo que está a ser traído, algumas caras bonitas que ajudaram a polir a imagem do edil para que assim fosse, estão na rua de amargura, e a boca está no trombone. Estão fora do controle do edil, e assim fica mais complicado. Um conselho de um pacato cidadão, procure reverter o cenário com base no diálogo sincero, pois como dizia Dom Bosco, O mundo é um espelho: se sorrires para ele, ele sorrirá para ti.

Há uma canal de drenagem de dinheiro vestido a concurso público e transparência, mas na hora da inspecção, seria bom questionar-se aquilo que meu professor de estatística me ensinou que era moda. (Em estatística descritiva, a moda é o valor que detém o maior número de observações, ou seja, o valor ou valores mais frequentes. Ex.: A moda de maçã, maçã, banana, laranja, laranja, laranja, pêssego, é laranja porque laranja aparece mais vezes que as outras frutas). Esta moda tem um antecedente muito forte na conspiração, e talvez esta seja a forma de compensação. Sorria, mas esta é verdade, e Sua Excia sabe do que se trata.

Ilustre, Deus coroa não os teus méritos mas os Seus dons, como dizia e muito bem santo Agostinho, crie espaço para trabalho não apenas para si mas para os seus secretários, seus sequazes eles podem até ter capacidade mas ela precisa de ser moldada, o que só é possível se tiverem competências. Não se orgulhe por estar ladeado de yes men, eles passam a vida a ti bajular, ofuscam seu dom ( se é que possui, se possui está numa fase embrionária) porque tentam te fazer crer que suas acções estão empanturradas de mérito.

Não quero contrariar os Gregos, eles tiveram o mérito de inventar a roda, e ao basear-me em pensamentos de grandes homens, é apenas para lhe dar a ideia de quanto o senhor está a margem dos homens queridos, venerados e adorados pelo povo, pois como dizia, James Allen, Os bons pensamentos produzem bons frutos, os maus pensamentos produzem maus frutos. . . e o homem é seu próprio jardineiro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

El Fora da lei

Já não basta o facto do elenco de arão nhacale ter provado com a+b que em matéria de governação pouco ou nada sabe, que goza de uma invejável ignorância em matérias de gestão do bem público. Na semana passada estivemos falar de incompetência patológica, esta semana, queremos partilhar as tristes lições de ilegalidades na Matola.

Falamos do salário ilegal que nhancale e seus vereadores usufruem, uma remuneração que até semana passada não havia sido aprovada pela Assembleia Municipal, como forma de passar um paninho quente, o edil na sessão da semana passada anunciou aumento para os membros da Assembleia, que já reclamavam também este direito. A condição da negociação foi que aquele órgão devia aprovar o aumento salarial do edil e seus sequazes, e para compensar os membros teriam também aumento com efeitos retroactivos. Que palhaçada. A verdade é que o salário de todos foi aprovado, a edilidade e a casa do povo estão em pé de igualdade. Isto tudo para contornar uma possível devolução dos valores sacados dos cofres ilegalmente. Em suma houve roubo, passando-se perna a lei.

É triste correrem para o aumento salarial quando as receitas do Município estão em queda livre, como aliás, Samo Gudo denunciou na última sessão da Assembleia Municipal, e todos concordaram que a oposição tinha razão. Na mesma sessão, o edil apresentou a II Revisão Orçamental em menos de um ano, uma proposta que foi surpresa para Frelimo, pois o edil gazetou o encontro de discussão a nível dos camaradas e surpreendeu a tudo e todos com o documento. Resultado, a própria bancada dos camaradas está alheia a segunda revisão. O órgão de tutela deve acautelar a aprovação das contas de El Fora da lei, sob risco de entrar neste círculo viciado de ilegalidades e aberrações.

Olhando para o Artigo 4, alínea a) conjugado com o Artigo 9, n.3 da Lei 1/2008 de 16 de Janeiro, constatamos que segundo o primeiro ha uma obrigatoriedade de publicação do orçamento em Boletim da República e o segundo fala das garantias dos contribuintes em não pagarem impostos que não tenham sido afixados de acordo com a lei. Como falar de orçamento da autarquia se este não consta no B.R, os impostos que os munícipes pagam não estão em B.R, portanto são ilegais. Ilegal é também o facto dos nossos nobres dirigentes da autarquia não terem feito declaração dos seus bens apesar da lei exigir que o façam até pelo menos 30 dias depois da tomada de posse, passam hoje seis meses e nada.

Apelo aos juristas lúcidos para que façam uma introspecção na autarquia, que salvem a Matola, pois a continuar-se neste ritmos, por ignorância os nossos dirigentes podem responder por crimes públicos. Divulguem as leis, principalmente a Lei da Violência Doméstica, porque parece que os modus vivendi e operandi domésticos destes senhores se espelham no seu quotidiano, no seu desempenho na autarquia.

Durante dez anos a Matola teve um crescimento qualitativo de quadros, mas quando mudaram os tempos, e obviamente para o pior, os quadros que nos custaram impostos foram marginalizados em nome de nova dinâmica, uma dinâmica que culminou com facto inédito e vergonhoso, isto é, em seis meses, um vereador pediu demissão, um foi exonerado, e a do lixo vem ai, pois dizem as bocas ser a próxima vítima, e um incompetente, vai vestir a capa de vereador, dizem até que já se acha, a ele desejamos boa sorte, boa viagem a sarjeta. Em jeito de arrependimento e com falta de vergonha, o edil convida agora alguns antigos vereadores para vestirem a capa de directores, por mim não aceitavam porque já foram humilhados demais. O edil está a procura de vítimas e vai apanhar, segurem os vossos estômagos e não acatem com os convites, são presentes envenenados.

Os camaradas estão arrependidos, tal como o povo, isto é todos nós estamos mergulhados neste sentimento e somos obrigados a discordar com o pensamento segundo o qual, nunca nos podemos arrepender por ter feito algo mas por não ter feito nada e concordamos a Madre Teresa de Calcutá quando diz que, quem não vive para servir não serve para viver. Portanto estes senhores que escolhemos não servem para viver.

Atenção Khongolote, 1º de Maio, Dhlavela, Intaka e todos aqueles que viam uma salvação na estrada Zona Verde Khongolote, o discurso mudou o projecto está em banho-maria, e não é para já. O edil vos prometeu e nós testemunhamos, mas já não tem coragem de vir dizer que o que disse era mentira. Perdoem-no não sabe o que diz muito menos o que faz.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quando a incompetência vira patologia

Numa definição rápida, Incompetência significa inabilidade de alguém de desempenhar adequadamente uma determinada tarefa ou missão, e Patologia está associada as reacções básicas das células e tecidos a estímulos anormais provocados pelas doenças. Em suma, o que pretendo dizer aqui é que a incompetência que reina na direcção máxima da autarquia da Matola pode estar aliada a uma doença, o mais provável, uma doença mental. Não chamo aqui ninguém de demente ou coisa assim, mas um estudo científico e uma análise clínica pode ajudar a omitir uma opinião acabada. Mas enquanto isto não for feito minha dúvida metódica prevalece.

Queria saudar a ironia que o vereador da juventude me mandou em formato de mensagem s.m.s., felicitando-me pelo texto. Jovem que é, devia saber que o que eu escrevi semana passada, foi um artigo de opinião e não reportagem, isto por lado, por outro, pouco a mim importa se o seu chefe, seus colegas gostaram ou não do artigo, o mais importante é que emiti a minha humilde opinião, e a Constituição da República, a lei mãe me reserva esse direito. E por último, saiba que cajú maduro cai sozinho e se vai ou não até ao fim do mandato, pouco importa, pois quem está perder sono pensado como camuflar a incompetência diária é o senhor.

Directo ao assunto: Queria partilhar com os leitores ( não abutres) uma premissa que pode estar por detrás da estagnação da cidade da Matola, é que os mais velhos lembram-se que em tempos o país teve ministros e governadores sem pasta, a Matola agora está a repetir a história, isto é, os vereadores de Arão Nhancale não tem pasta, não tem competências, são personagens figurantes, na verdade, o súper homem é o edil.

Meus caros, como pode avançar a Matola se os ministros de nhancale ( entenda-se ministros como vereadores ) nada podem decidir nos seus pelouros? Em nome de dinamismo, novas apostas, no dia 5 de Fevereiro, Nhancale apresentou novas caras, mas de lá para cá são decepções atrás de decepções.

Três vereações chaves estão nas mãos de assessores fantasmas. A Vereação para Administração Municipal e Desenvolvimento Institucional, perdeu vereador no dia 5 de Fevereiro, o argumento era de que ainda se estava a procura de alguém, o tempo foi passando e agora em círculos restritos o argumento do vazio é que uma vez jurista, o edil conhece a área e facilmente pode manipular, isto cheira a ovo podre. Este argumento é falacioso na medida em que, não basta ser jurista para se ser bom gestor de recursos humanos e da administração da autarquia, o resultado é a fuga maciça de quadros, quadros estes que o edil a todo custo os bloqueia de seguir em frente negando com as guias, exigindo que vão para o seu gabinete ajoelhar. Numa dessas vezes o governo provincial teve que intervir, para colocar ordem naquela cidade, que virou um verdadeiro rio onde se pratica pesca de homens. Uma vez mais, uma nódoa na camisa branca da FRELIMO e o arrependimento está ai.

Outra vereação entregue á sua sorte é das Finanças e Património, desde que Fernando Assona, pediu demissão fala-se de uma assessora, que ajuda Nhancale, e uma vez jurista o edil também conhece as contas, aliás já dizia, Boaventura Sousa Santos, sociólogo português, na obra Introdução a uma Ciência Pós-Moderna, que as ciências exactas estão em vias de se tornar ciências sociais. A verdade é que muito dinheiro entrou nos cofres do município no mês de julho, mas não há registo de despesas relevantes. Não se é bom gestor por acumular dinheiro, é preciso usar para mostrar competência, mas dado que a incompetência virou patologia e tudo está concentrado no super-homem, nada é feito. Esta é uma área chave de tal forma que, é preciso ter alguém a tempo inteiro a responder por ela, pois o super-homem anda preocupado e bastante ocupado com a caça de homens, e isto de nada ajuda no desenvolvimento da autarquia. Adenda: super-homem, na prosperidade o homem esquece aquilo que é, não se deixe enganar.

Existe na Matola uma vereação muito polémica, a do Planeamento Territorial e Urbanização, no dia 5 de Fevereiro foi-nos apresentado, Rolando Meque Mudiwe, como titular da pasta e num comício público, o super-homem, disse ao povo que caso aparecesse alguém diferente de Rolando Meque a tratar de assuntos ligados a gestão da terra, devia se manyar a pessoa (manyar significa apertar, apertar de grampear para a vitima sentir dor), e foi o que aconteceu tempos depois com secretário do bairro de Matlemele, foi grampeado escapou ao linchamento por pouco, seu antigo colega agora seu chefe, Milagre Manhique (antigo secretário de Infulene, agora chefe do Posto Administrativo da Machava ) veio e tratou de levar o homem a cadeia, como se de um criminoso se tratasse, era o início de tudo. Ao dizer, Mu Manyete (numa tradução livre significa, apertem-no), o super-homem instava indirectamente violência, agressão e semeava medo e terror nos seus colaboradores. Rolando Meque fez o que seu chefe o mandou, uma vez que não tinha competências nada podia fazer a não ser preparar expediente para o super-homem assinar, despachar como lhe fosse conveniente. Rolando Meque, não teve espaço para mostrar trabalho porque não tinha competências, ficou abandonado, quadros fugiram e outros foram movimentados, numa clara demonstração de poder e prepotência. O super-homem foi apertado, principalmente pelos camaradas, que estavam frustrado e com razão, com o facto da cidade ter parado de desenvolver, ele disse ter sido mal interpretado e entendido, e abateu Rolando Meque.

Em suma: os vereadores de nhancale, não tem pasta nem competências eles são uma espécie de secretários, cuja missão é preparar o expediente para o seu chefe. Eles nunca podem dar respostas acabadas sobre seus sectores porque na verdade o edil, o super-homem, é vereador em absoluto. Ele conseguiu em cento cinquenta dias, deter controle implícito da Matola, puxando para si as vereações aqui arroladas, tomando decisões e manipulando o sistema. A ambição de poder absoluto, estendeu-se até ao partido, era ideia do super-homem, que o Primeiro Secretário da Frelimo na Cidade da Matola fosse homem das suas vontades, e um vereador até foi colocado na corrida, mas foi vaiado pelos membros da Frelimo, que se sentem agora traídos pelo edil.

Nhancale e seus vereadores usufruem de um salário ilegal, que não foi aprovado pela Assembleia Municipal, isto é, o super-homem, apesar de “conhecer” os meandros da legislação autárquica, passou por cima da lei, aumentou em 60% seu salário e dos seus sequazes. Se a ideia era arrumar a casa porque correram para acertar os problemas dos vossos estômagos, aumentado salários, sob argumento de que quadros superiores devem ter subsídio técnico, como se os vossos diplomas e certificados fossem prova da vossa competência. Agora terão que devolver o dinheiro aos cofres do município, porque tiraram-no ilegalmente.

Dizia Anatole France ( Pseudónimo do escritor francês Jacques Anatole François Thibault, que viveu entre 1844-1924), que a escuridão envolve-nos a todos, mas, enquanto o sábio tropeça numa parede, o ignorante permanece tranquilo no meio da sala. E porque o povo tropeça na escuridão que vocês criaram, reina alegria e satisfação da vossa parte. Tem razão o camarada que disse, e passo a citar: nós ali falhamos. O povo sabe e jamais esquecerá.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tolices da edilidade na Matola

Exilado algures onde sou privado das mais elementares condições para uma condigna vida de um cidadão, vou desabafando com meus vizinhos e amigos, a cada de dia que passa descontentes e revoltados. Uma pessoa mantém se viva na mente destas pessoas, Carlos Tembe, não que elas sejam saudosistas ou coisa assim, mas sentem que a Matola foi entregue à sua sorte. Reclamam, falam, gritam, mas ninguém leva a peito o que dizem, são ignorados. As pessoas dizem e são unânimes, que as primárias é que definiram mal o destino desta cidade, se ao menos tivessem tido oportunidade para falar e escolher nas primárias, o destino seria outro, talvez pior mas neste momento existe optimismo, nada seria pior que o que se vive. Por uma questão de disciplina partidária, não traíram as suas cores, mas sem se aperceber, entregaram ouro ao bandido. Isto é resultado de uma conspiração secular, que baseada no fundamento de que na guerra nenhuma arma é proibida, os abutres açambarcaram a cidade, tiraram-na do coração ao bolso.

Vários grupos de mercenários bastante perigosos, estiveram envolvidos na disputa pelo bolo, mas por uma questão de lógica, a Matola caiu nas mãos de um dos grupos de meliantes a solta, disfarçados de compatriotas e homens da mesma causa que a nossa, não nos enganem. Sobre conspiração reservarei um momento, enquanto não for abocanhado por eles. Adenda : ao leres este artigo, ó abutre, diga a si se estou a mentir, não me telefona porque sabes do que estou a falar. Quando nos encontrarmos não disfarça, não acena a mão, seu cinismo nunca me colonizou.

Directo ao assunto: É triste mas tenho que reconhecer que as coisas não andam bem na nossa cidade, e não me agrada como munícipe ver o barco a deriva. Estamos numa nova era, novo elenco e nova filosofia, e não acredito que a dissonância que vivemos tenha haver com este facto, porque se soubéssemos estar como os outros, ninguém notaria nossos problemas domésticos, mas o cenário é simplesmente lamentável.

Porquê agora a mudança de prioridades, se prometeram continuar com o trabalho que vinha sendo desenvolvido, porquê é que agora o discurso já não é o mesmo, nós não temos nada haver com as vossas assombrações, vejam e sigam exemplos como da cidade capital Maputo, que na base da continuidade vai assegurando aos munícipes que nada está perdido e que a coesão continua, mas vocês ainda querem inventar a roda em pleno século XXI quando os gregos já o fizeram a muito.

Não reprovo o vosso trabalho mas se hoje saírem a rua perguntarem a um munícipe o que acha da Matola hoje, certamente a resposta poderia vos levar a reconsiderar as vossas posições, caso sejam humildes. Não estou contra ninguém, apenas não quero ser cobarde, é pela amizade que estabeleço este meio de diálogo. Se ontem a Matola era unida do topo a base e vice versa, hoje já não se pode dizer a mesma coisa, não são invenções, conversem com o povo, por quem dizem se preocupar e que estão a servir.

A Av. Josina Machel, a estrada que parte da zona da Coca Cola até Socimol está um caos, ninguém diz nada, aliás parece que o silêncio é o vosso discurso, o mesmo silêncio acontece nos resultados, vão recebendo cartolinas amarelas, mais dias menos dias, os impedimentos legais, tanto esperados pelos funcionários desapontados e frustrados e muitos munícipes, poderão ditar novas regras de jogo. Um grupo de pessoas não identificadas esteve a fazer emendas na estrada, a esperaça era de melhorias, mas criaram crateras que pioraram o estado da via. O pacato cidadão é obrigado a sacrificar sua viatura todos dias, os transportadores semi – colectivos de passageiros desertam porque não tem dinheiro para mandar os carros a manutenção quase que diariamente.

Estou a falar desta estrada mas podia falar da estrada velha, sem deixar de lado o facto de proliferarem as bermas das estradas com barracas ( vocês é que atribuem licenças), lixo e as demais aberrações. A Força Municipal está frustrada com a forma como está a ser gerida, como está a usada e abusada, guarnecendo locais e pessoas que fazem parte do menu dos vossos caprichos. Adenda: por favor, deixa os homens em paz, não foram eles que me disseram. Os funcionários são improdutivos, estão a disertar porque muitos estão a ser caçados como gazelas, temem ser abocanhados e asteados na praça como delapidadores e vendedores de terra. Chegar-se ao extremo de criar descontentamento até no empresariado, é o cúmulo. Enfim é o preço da conspiração, da chegada forçada ao poder.

Os conflitos inter pessoais já estão a ultrapassar as medidas e os matolenses estão a ser vitimas disso, resultado, planos e estratégias falhadas porque os dirigentes e funcionários do município não comungam mesmos ideais. Se estou a mentir podem provar, a minha tese sustenta-se nos desabafos feitos nos bastidores. Adenda: não direi os nomes até que mandes embora a todos e fiques sozinho, a desempenhar todas tarefas e funções.

Os Matolenses estão a cobrar trabalho, porque sentem que a cidade parou, sob argumento de arrumação da casa, mas parece que o que está a acontecer é outra coisa diferente da arrumação. Não tapemos o sol com a peneira, os funcionários da autarquia estão descontentes, frustrados e inseguros, pois sentem que há uma gestão de policiamento, o que não ajuda os recursos humanos. Mudanças de uma máquina governativa meus caros, é algo muito complexo que não pode ser feito a velocidade da luz, sob risco de se perder o norte como é o caso. Ainda vão a tempo de ganhar confiança, é só buscar lições de humildade.

Não nos levem a subscrever o pensamento de Edmund Burke segundo o qual quanto maior o poder, maior o perigo de abuso. Meus caros o maior património de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito, vejam para onde leva a coesão social na Matola.

Adenda: não sou frustrado, reconquistei a minha liberdade, leite derramado não se recupera, mas os matolenses saberão a génese deste inferno que vivem hoje.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ponte Guebas ou de Unidade Nacional?

O título colocado no blog é da minha autoria, o resto perguntem ao Canal de Moçambique, mas pessoal, vamos lá ser sérios, culto de personalidade e veneração tem seu preço.

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Culto de personalidade em perspectiva no Zambeze

A eternização de Guebuza numa ponte que Chissano planificou
Depois de escolas que já ostentam o nome de Armando Guebuza a acção agora estende-se para nova Ponte do Zambeze e o mais caricato é que tudo indica que será o próprio a inaugurar uma infra-estrutura com o seu nome, para a qual, aliás, nada contribuiu porque até foi planeada e financiada no mandato do seu antecessor, Joaquim Chissano. É o culto da personalidade no seu mais ridículo esplendor
Maputo (Canal de Moçambique) – O anseio em ver seu nome atribuído a um dos maiores empreendimentos construídos pelo Estado com esmagadora maioria do capital resultante de contribuição externa, mais propriamente da União Europeia e do Japão, falou mais alto para o chefe de Estado e para o Governo de Moçambique por si chefiado. E vai daí o culto da personalidade está em marcha e no seu mais ridículo esplendor. Assim a Ponte sobre o Zambeze vai chamar-se Armando Emílio Guebuza em vez de Ponte da Unidade Nacional como já se tinha praticamente assumido que se chamaria e chegou a ser dado como ponto assente na Administração Nacional de Estradas e no Ministério das Obras Públicas e Habitação.
Está decidido e ponto final, é a conclusão a que levam as afirmações ontem ao «Canal de Moçambique» do porta-voz do Conselho de Ministro. Vai ser mesmo eternizado o nome de Armando Emílio Guebuza na ponte que liga as duas margens do Rio Zambeze e para a qual quem mais contribuiu foi o Governo do antecessor de Guebuza sob a liderança de Joaquim Chissano. A ponte vai-se chamar nada mais, nada menos: Armando Emílio Guebuza.
Os que pretendiam imortalizar Eduardo Mondlane, entre outros heróis mortos, ou chamar a ponte por Ponte da Unidade Nacional, que ergam suas pontes. É este o tom muito que está a prevalecer e é muito parecido com o que no auge do colonial-fascismo fez atribuir em Lisboa, à primeira ponte sobre o Rio Tejo, o nome do então chefe do Governo português, António de Oliveira Salazar. De recordar porém que a História continuou a ser escrita e depois da Revolução que marcou o fim da ditadura em Portugal deixou de ter o nome que lhe quiseram impor e passou simplesmente a chamar-se Ponte 25 de Abril, data que assinala o movimento democrático pela Liberdade no País que logo a seguir veio a reconhecer a Moçambique o direito à auto-determinação e independência.
A confirmação de que já nada impedirá que a Ponte entre Caia, na província de Sofala, e Chimuara, na província da Zambézia vai mesmo chamar Armando Emílio Gubuza veio do porta-voz do Conselho de Ministros, Luís Covane. Ele disse ontem ao «Canal de Moçambique», no fim da 14ª sessão do Executivo, que a ponte sobre o rio Zambeze vai, em definitivo, levar o nome do actual chefe do Estado e do Governo de Moçambique.
“Estou a dizer que a cerimónia da inauguração da Ponte Armando Emílio Guebuza foi um dos pontos discutidos pelo Conselho de Ministros. A questão do nome já foi, há muito tempo, ultrapassada”, respondeu Luís Covane, quando questionado pelo «Canal de Moçambique» se o presidente da República havia aceite a atribuição do seu nome à ponte que liga os distritos de Caia, em Sofala e Chimuara, na Zambézia.
A ponte sobre o Zambeze será designada Armando Emílio Guebuza por proposta do governo, durante uma sessão do Conselho de Ministros que ocorreu na ausência do chefe do Estado, mas que conste o próprio não se opôs até aqui que se continue a insistir em por o nome de uma pessoa viva a uma infra-estrutura que por sinal até irá ser inaugurada por si próprio.
Muitas entidades e individualidades criticaram a ideia, achando que seria mais um acto de culto de personalidade ao chefe do Estado.
Está até a circular uma carta de recolha de assinaturas contra a atribuição do nome de Guebuza. Está a correr pela Internet e poderá induzir um movimento de protesto de grande envergadura que em vésperas de eleições poderá vir a tornar-se uma autêntica casca de banana para Guebuza.
Residia alguma expectativa no seio de alguns moçambicanos, de que o presidente da República numa atitude sem precedentes impedisse que a proposta do seu governo fosse avante. Mas pode-se, pelo menos para já, considerar que tal expectativa gorou-se
Armando Guebuza ficará para a História “não se sabe por quanto tempo”, mas “com um rótulo que não cola bem com o perfil de estadista por que anseia”. “Os veneradores à sua volta melhor sabem onde o metem”. São alguns comentários que temos também registado.
“A questão do nome já está ultrapassada e dia 11 de Agosto é a inauguração da Ponte Armando Emílio Guebuza”, realçou o porta-voz do Conselho de Ministro, Luís Covane, que também é vice-ministro da Educação e Cultura.
Será cobrada taxa de portagem
Ainda no encontro de ontem, o governo aprovou o decreto que institui o pagamento de taxas de portagens nas pontes do Zambeze “Armando Emílio Guebuza”, da Moamba, do Guijá e na de Lungela. O valor das respectivas taxas dependerá de aqui em diante do ministro das Obras Públicas e Habitação em coordenação com o ministro das Finanças. Caberá a este dois pelouros fixar e actualizar as taxas, segundo nos disse também Luís Covane.

In www.canalmoz.com