quarta-feira, 22 de abril de 2009

STOP Massacre dos Pintos

Peço a todos para que tenhamos uma nova forma de sociabilidade para com os animais, fiquei triste e chocado com a genocidio cometido por avicultores contra Pintos. Seráa que neste País os interesses comerciais estão acima da ética ecológica e respeito pela vida dos outros? Dizem que o mercado está saturado, a questão que se coloca é porque continuam a produzir Pintos? Para continuar a sacrifica-los, tenham piedade, os Pintos meus senhores não podem ser apenas sustentậculos do vosso maquiavelismo e capitalismo baratos, eles tambem sentem dor, querem viver, ainda que num ciclo que termina em tragédia quando galinhas.

No mercado eu continuo a comprar o frango a 90 meticais, preço que considero alto e os senhores continuam a matar 60 mil por semana usando tácticas de afogamento, que me lebram torturas no Iraque. Haja seriedade neste País, chamo desde já a consciệncia a sociedade civil para que esta pratica pare. Os Pintos não tem advogados, não existe Liga dos Direitos dos Pintos, mas creio que os ambientalistas tem algo a dizer.

A mim chocaram com aquela prática cruel e selvagem, num país de fome e miséria como o nosso com muita gente com vontade de criar negócio e ganhar a vida. Se não há mercado alguma coisa esta errada e os pintos não devem ser testa de ferro. Os avicultores deviam respeitar a vida dos Pintos, deviam no minimo saber que eles em garantem o seu sustento e bem estar. Se hoje possuem carros, casas e riqueza è porque ja venderam muitos Pintos e hoje em nome da crise no mercado praticam massacre.

Desculpem me dizer voces tem falta de escrúpulo e o MICOA , MINAG tem algo a dizer.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Revolução a partir de Chiveve – Uma utopia ou novo ideal politico

Recebi na semana passada os estatutos do novo Partido Político, que se espera venha dar seu contributo para a consolidação da democracia em Moçambique. Uma utopia ou novo ideal politico? Eis a minha inquietação. Segundo o Artigo 1 dos seus estatutos, o Movimento Democrático de Moçambique é um Partido Político, de carácter permanente, constituído com objectivo fundamental de participar democraticamente na vida política do País e de concorrer para a formação e expressão da vontade política dos cidadãos, intervindo em processos eleitorais, mediante a apresentação de candidaturas próprias ou por si apoiadas.

Indo aos factos, em tempos, o nosso país lutar para sua libertação, o Movimento que congregava os interesses do povo, a Frelimo, era vista como solução de tudo mais um pouco. Muitos aderiram de tal forma que a história ficou eternamente associada a este movimento, não apenas como partido mas acima de tudo, como o símbolo de unidade nacional, mas porque o poder vicia o cenário e o que vivemos. O que deve ficar claro para todos è que quando um movimento politico nasce a espectativa em torno dele, principalmente quando estamos em crise, è maior, mas ao fim ao cabo constatamos o de sempre.

Nasceu hoje o MDM, como nasceu em tempos o PDD, a espectativa era maior em relação a figura de Raul Domingos, mas que se pode dizer hoje? Portanto, acho que Deviz Simango è visto como solução das rivalidades ètnico-politicos que escondemos por baixo da razão, rivalidades que vem da època da morte dos supostos reacionarios. Senhores, não podemos negar que a ideia è formar novas elites na gestão política e económica do país. Mais do que uma satisfação colectiva, os politicos pretendem antes de mais adquirir bonança, regalias e bem estar individual. Jamais meus senhores, viveremos no mundo perfeito, estes políticos querem as custas dos nossos votos e usando os intelectuais cobardes, ajustar pendentes históricos, portanto vejo no nascimento de MDM, uma utopia em termos de concretização dos mais elementares ideais do povo moçambicano.

Meus senhores, sejemos claros, mesmo os que estam hoje a desertar da RENAMO, o fizeram da mesma forma quando acharam que deviam sair da FRELIMO, agora vão ao MDM, porque? Os ideais do povo ( bem estar social, economico, etc ) estão em segundo plano. Bom poderão dizer que o que se pretende è uma minoria que melhor represente os interesses do povo, mas adianto e assumindo todos riscos, è falacioso dizer que porque o Deviz è bom edil ele sera um optimo chefe de estado, não que eu tenha algo contra a pessoa do filho de Urias Simango, mas as coisas não são lineares.

Os dessidentes da RENAMO, estão agora dispostos a pactuar com todo e qualquer movimento de oposição e o MDM è visto como alternativa, como serviu para muitos o PDD, mas paremos de sonhar alto, Deviz não irá realizar o sonho de todos, pelo menos por equanto. Para juventude, como eu, è interessante aparecer com uma ideia que se pretende revolucionaria, è fantástico, mas como diria Juvenal Antena “ muita calma nessa hora”.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Código de Hamurabi na Guine Bissau


Em algum momento camunflado de Paralegal, aprendi que na História do Direito Penal encontramos as seguintes fases: ‘Vingança privada’, ‘Vingança divina’, ‘Vingança pública’, ‘Período Humanitário’ e ‘Período criminológico’.

O Código de Hamurabi situa-se na fase da ‘Vingança Privada’, época em que a reação às agressões era regra e não exceção: reação de indivíduo contra indivíduo, reação do grupo contra o indivíduo, reação de grupos contra grupos, o jus puniendi não era reservado ao Estado, pertencia ao ofendido ou a quem quer que tomasse parte na querela.

Todavia, não raro havia uma desproporção entre a ofensa impingida e seu respectivo revide, e este, não raro resultava em extinção de grupos sociais por outros.
Este è um pretexto por mim encontrado para em conjunto reflectirmos sobre a situação da de Guine Bissau, hoje chamo a vossa aten ção para um artigo publicado no blog, http://altohama.blogspot.com, do Jornalista angolano-português, Orlando Castro.

A propósito da morte de Nino Vieira

Os pobres dos países ricos, já para não falar dos ricos dos países ricos, contentam-se bem com o mal dos outros. Para dormirem descansados, basta-lhes a ideia de que eleições são sinónimo de democracia. E, sobretudo (mas não só) em África, eleições são quase sempre sinónimo de ditadura.

A propósito da morte de Nino Vieira, presidente da Guiné-Bissau, é caso para mais uma vez perguntar: Será que a comunidade internacional (ONU, CPLP e similares) se esqueceu dos crimes que Nino Vieira cometeu ao longo dos seus mandatos em que revelou, de facto e de jure, ser apenas mais um ditador?

Será que se esqueceu que Nino Vieira está metido até ao pescoço em crimes de sangue e de corrupção mais do que activa?

Será que se esqueceu que Kumba Ialá já nas eleições presidenciais de 2005 tinha acusou Nino Vieira de ter assassinado muitos guineenses?

A comunidade internacional (ONU, CPLP e similares) teimou em fechar os olhos ao facto de Nino Vieira ter pretendido, com todo o género de truques, de golpes, perpetuar-se no poder, afastando politica ou fisicamente quem lhe fez sombra, seja ele Kumba Ialá ou Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC (vencedor das últimas eleições) que em tempos disse que Nino teria sido o mentor do assassinato do Comodoro Lamine Sanha.

Será que a comunidade internacional (ONU, CPLP e similares) não se lembra de há alguns, poucos, meses ter havido uma outra suposta tentativa de golpe que foi uma manobra de diversão para afastar os holofotes da apreensão de dois aviões estrangeiros atulhados de cocaína?

Será que a comunidade internacional (ONU, CPLP e similares) não sabia da ira de Nino Vieira quando soube que havia cães e polícias estrangeiros em Bissau a ajudar na luta contra o narcotráfico, tendo então comentado "Alá bô tissi catchuris ku brancus" (qualquer coisa como "já trouxeram cães e brancos")?

“Na verdade Nino é um estratega da vitimização e mesmo sabendo dos riscos de uma encenação (im)perfeita, concretamente em relação a perdas de vida, importa para ele recolher a solidariedade de ingénuos, mas poderosos amigos, que aliás, prontamente manifestaram total solidariedade, como que, se algo tivesse sido apurado com argumentação credível para se definir a situação como uma tentativa de golpe de Estado”, afirmou e reafirmou com a sua peculiar incisão Fernando Casimiro (Didinho).

... e foi assim.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Veneração na SOICO

O empresário Daniel David, proprietário do grupo Soico – Sociedade Independente de Comunicação, fez anos e no último final de semana lá nas bandas da província de Maputo houve um banquete, daqueles servidos a lordes, muitas figuras ilustres testemunharam a festa, aliás este era o alvo, elites e figuras de proa, não tenho nada contra até porque D.D não é qualquer pessoa, em 2007 foi indicado pela Ernest & Young como Empresário Emergente do ano, por isso não podia ser surpresa para muitos de nós que seus amigos fossem figuras nobres. Houve de tudo, uma daquelas cerimónias em que a gente se confunde. Quem pode pode meus caros.

Lá esteve, e como sempre, a espectacular, filmou tudo que tinha haver com imagem de nobres figuras, como quem diz, D.D vive e convive com todos, até aqueles que em algum momentos são velipendiados pelos pupilos do aniversariante. Mas senti em algum momento que a ideia era show off, exibir riqueza e demostrar posses, aos miseráveis que vivem a baixo de 1 USD.

A espectacular é tão privada que passa a vida a venerar D.D, qualquer coisa que este faz é destaque na STV, SFM, O PAÍS, enfim em todos meios de comunicação de que o grupo dispõe. Só que em algum momento ao invés de projectá-lo, levam-no cegamente para um convil de víboras, como foi desta vez. Destacar no serviço noticioso a festa de aniversário do PCA do grupo? Façam nos favor. Será que D.D é o único empresário no país e no mundo que faz anos? E se todos fossem assim? Os putos tem razão, devem escovar para ascenderem profissionalmente.

Vejam o que fazem com vosso poder económico meus caros porque se se aperceber, vossos assessores irão afundar a imagem que acredito terem conquistado com muito suor, aliás como diz um adágio popular, não são as más ervas que afogam a boa semente, mas sim a negligência do camponês.

Phambene, é ai mesmo onde a gente se vê como um espelho colocado na wc.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cronica Mutissiana

Existem solicitações de amigos que não podemos recusar, tal é o caso desta odisseia de Mutisse e outros compatriotas virtuais, que num dia desses foram parar na terra de ka Nkove (Nkobe) alguns chamam erradamente de Machava CMC. Aguardo viver um momento tão emocionante como o que Mutisse retrata no texto a abaixo, quero ver intelectuais a falar de comes e bebes. leiam:
"Sábado 31 de Janeiro de 2009, ficará na memória como o dia em que o virtual cruzou com o real e se fortaleceram laços criados à distância de vários, clicks, de vários comentários na blogosfera e de debates intermináveis sobre os mais diversos aspectos da vida social, política e económica de Moçambique.Foi interessante. O pretesto foi o aniversário da blogósfera Ximbitane.
O Bayano, esse mesmo como que por magia, magistralmente trazido pela prudente condutora que é a Nsikati Yndongah, tornou-se real, de carne e osso. Ficou claro que a ponderação com que se apresenta a nós na blogosfera não é virtual, é tão real como ele ter estado ali, naquele fim de tarde."Este é o meu amigo Jorge". Foi assim que apresentei o Jorge Saiete à Ximbitane. "Calma ai, esta cara não me é estranha, tu és o Saiete, sim o Jorge Saiete, ampliei a sua foto para poder ver o Júnior, que complô é este?" Foi assim que a Ximbitane reagiu. E não havia complo nenhum, apenas a alegria de nos conhecermos, de verdade, uns aos outros. Onde está o Amosse? E o Shir? Ouvi que vinham.
Lá veio a explicação e a frustração de que sairia dali sem ter conhecido esses também. Mais ainda porque queria pedir ao Macamo (o Amosse já que o outro Macamo está lá onde faz muito frio), para no seu blog, comentar e dar o seu ponto de vista sobre o hit "É só Fazer Katla" de Mr. Dino e DJ Damost hehehe. Ao Shir há umas perguntas que urge fazer mas que só podem ser feitas ao vivo e em directo.E a Xim nos apresentou á família presente.
Os filhos, a mãe, tias amigas, primas etc. O Jorge dançou. Eu declinei o convite já que, para dança, os meus pés são ambos esquerdos (em suma, não sei dançar).Bolo, mutlutlus, carne, batat frita...Foi lançada a ideia de um encontro no "corredor do Nkobe" lá na machava Nkobe, onde reside o Saiete. Proponho último sábado do mês, 14 horas onde todos são bem vindos. Aceitam?"Mutisse

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mukendy a partir de Chiveve

Na terra do filho de "reacionários" o meu amigo da blogosfera Nelson escreveu um poema lindo que fica guardado para sempre e lá para os 19 anos, como profetisa o meu amigo também da blogosfera Mutisse, Mukendy poderá masturbar como pai, inspirar-se nos ricos debates com Mutisse, Nelson e outros intelectuais espalhados pela blogosfera. ai vai a transcrição fiel da homenagem que me chega de Chiveve.

DEIXA-ME SER TEU PAI: pela chegada do Mukendy

O meu amigão(virtual) Bamo do “Insatisfação”, entrou em Dezembro para o clube dos casados e recentemente, com a chegada do seu grande Mukendy,entrou para o clube dos pais. Nessa mania de ornamentar a vida com as palavras, vesti sua pele de pai novato, e com o pincel das letras, pintei esse “DEIXA-ME SER TEU PAI” que dedico aos tres(Bamo, Ilda, e Jordan)

DEIXA-ME SER TEU PAI
Olhar no fundo
Dos teus olhos inocentes
Sugar essa minha minha beleza
Estampada no teu rostinho fofo
Deixa-me aprender
Deixa-me ouvir-te pela noite
Cantar ou chorar com as estrelas
Só nós dois acordados
Falarmos dos segredos da vida
Deixa-me experimentar
Deixa-me entender-te os gestos
Mãos levantadas
Pés pontapeando os céus
Dedinho na bocas
Deixa-te tirar as dúvidas
Tal como nunca foste filho
Nunca fui pai, tu sabes
Deixa-me aprender consigo
A ser o pai que mereces

Nelson Livingston

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Chegada do herdeiro Mukendy

Durante nove meses, vivi na espectativa de receber um sucessor, alguem que podesse ficar com o trono de pobreza e miséria, mas que fosse humilde, com inteligência suficiente para não ser abocanhado por abutres como seu progenitor. Foi uma dura e longa batalha em que preferi ignorar os métodos modernos para uma informação prévia do sexo do fecto, talvés podesse aceitar a dica de Madala Brinca ou Nwaninie ( velho que advinhava o sexo de criaças antes do parto, uma das vezes que participei, em 1989, ele anunciava a vinda de David meu irmão e Rosinha, minha visinha, isto é, a 20 anos) que afirmava e com certeza absoluta como verdadeira.
Janeiro chegou, mês em que nasci num desses anos de fome, bicha e repoulho, queria honrar o meu nome e a minha masculinidade, o meu herdeiro tinha que nascer, eu estava mergulhado numa certeza céptica (menina ou menino?) a verdade porem é que amaria quem quer que fosse na mesma intensidade, se fosse menina em homenagem a mim (Lazaro) e a minha dignissima esposa ( Ilda ), com quem me casei a 6 de Dezembro de 2008, chamaria-se Ildilyze Bamo, se fosse varão, como é o caso, devia ter nome do meu falecido irmão (Jordao Mauricio Bamo, que faleceu em junho de 1995, vitima de doença).
Dia 25 de Janeiro uma penumbra em plena hora do almoço, resolvi mover minha esposa para casa do tio Tonecas e tia Celeste ( como sao tratados meus sogros), dia seguinte seria a vez de uma transferência imediata da Ilda do Hospital de Polana Caniço para Mavalane. Muita dor, sofrimento e solidão até que na madrugada de dia 28 já sem sono decidi rezar, Deus me ouviu, no mesmo dia as 10h.40min, no mesmo hospital onde nascia as 10h (HMavalane) nascia com 3,5kg, Mukendy Soyinka Jordan Bamo, meu filho amado.