sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Directo ao assunto

Uma viajem pelo mundo das ideias, muitas das vezes prega-nos algumas partidas. Digo isto porque não poucas vezes, entramos em atritos de ideias e convicções. A história manda dizer que, quando um maluco te ataca melhor é esquivar para não ser confundido.

O que acontece como diz meu amigo Gune, é que os maus zangam quando os bons mostram que é possivel fazer diferente do que chamam 'sistema' só para acomodar suas limitações e sovaquismos. Bem dito.

Cada um de nós assume sua posição conforme lhe convém na sociedade, mas não pode cavalgar as normas sob o risco de ser sensurado. A maneira de abordar e interpretar o social é subjectiva, o que os homens devem fazer é serem humildes, para nunca avançarem em posições de superioridade, pois quando se chega a este extremo, estamos diante de uma patologia.

Junto ao meu cantinho de masturbação intelectual alguns gemidos interrogatórios para todos que por aqui atravessarem.


1 - O que vem sendo debatido sobre a intelectualidade e os intelectuais em Moçambique ?

2 - O que é ser intelectual? E em Moçambique?

3 - Quais os critérios que definem a intelectualidade?

4 - Que tipo de intelectuais temos em Moçambique? Que papel desempenham?

5 - O que guia a actividade do intelectual moçambicano?

6 - Qual é em Moçambique a relação entre os intelectuais e os Partidos?

7 - Que contribuição os intelectuais têm dado ao país?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Prossegue o debate

Quis a vida e o destino, que eu conhecesse dois intelectuais, preocupados em discutir ideias, nomeadamente Júlio Mutisse e Gonçalves Matsinhe. Este encontro, tem vindo a alimentar muita discussão neste meu canto de masturbação intelectual. Alguns já sabem qual é a génese. Se não sabem é o texto onde lanço uma tese uma tese segundo a qual, alguns intelectuais estão em sovacos políticos partidários. O curiosos é que na sua mais respeitada intelectualidade e capacidade de análise, Gonçalves Matsinhe afirma que: Infelizmente Lázaro Bamo, ainda não o vi discutir ideias. Se estiver errado me diga que ideia discutiu aqui?

Se me deu a honra de desprender seu tempo para ler o meu pobre texto, O streep Tease das Ideias e o Papel dos Intelectuais, certamente viu que procuro fundamentar a minha posição, digo claramente onde estão alguns dos nossos intelectuais e a fazer o quê. Não me limito a dizer aspectos negativos, mas a falar de aspectos também dignos de respeito e realce.

É triste ver nossos companheiros com afirmações pobres como: Eis nos aqui de novo. Depois de classificar alguns intelectuais de emocionados, invejosos e mal educados, agora acrescenta que eles são materialmente corrompidos... esta formula continua problemática para mim. Não conheço pessoalmente muitos dos meus interlocutores (incluindo o próprio Bamo) para chegar a tais conclusões... como sugere Mutisse, numa clara tentativa de me dizer que tenho que conhecer as pessoas para chegar a estas conclusões. Jurista de carreira, certamente já interpretou muitos teóricos, conhece-os? Certamente já emitiu juízos a partir do comportamento dos indivíduos. Conhece-os?

Temos mesmo que terminar na unanimidade de que a corrupção é a causa de todos os males? Não, se está lembrado não coloquei no meu texto apenas a corrupção e no fim vem etc.

Matsinhe, pergunta: Onde estava o Lázaro Bamo quando certos blogistas por questionarem civilizadamente as ideias do professor Carlos Serra em relação a diversos assuntos foram apelidados de Mandarins ou guardiões do templo? O que disse o Lázaro Bamo perante o insulto da Sara no Blog do Professor Serra no comentário ao post que deu neste debate? Onde estava o Lázaro Bamo nos insultos ao Patrício Langa no seu blog? Vem aqui hoje dar nos lições de moral sobre ATAQUES?

Não vim com lições pese embora minha formação académica me leve para a docência, apenas dei nome ao acto.

Talvez lhe esteja a ser difícil sair de algum sovaco para comentar como um bom (acho que pode ser) e independente intelectual esta ideia da necessidade de uma esfera pública comprometida com o debate leal dos assuntos que nos atormentam.

O mau não é estar no sovaco, o problema é que alguns estão em sovacos, cuja finalidade é usar e abusar os outros. Praticar injustiça, corromper, e tornar os méritos em deméritos, esse sim é um sovaco que não aconselho aos intelectuais que prezem como tais.

Um comentário digno de realce expresso por Matsinhe encontra na passagem onde escreve...Ser fiel a uma ideologia não escamotear os feitos negativos do expoente máximo dessa ideologia elevando os feitos negativos de quem defende a ideologia contrária ou teoricamente contrária. É ter capacidade de ver até que ponto, verdadeiramente, essas ideologias são contrárias e poder criticá-las nos seus méritos e deméritos. Este é na minha óptica, o dever de um intelectual mergulhado nos sovacos de qualquer que seja a natureza.

Phambeni

Cobardia de alguns intelectuais em debate na blogosfera

Queria trazer aqui meu comentário sobre o debate que se seguiu à publicação de um texto, aqui no meu canto de masturbação intelectual, com o titulo: O streep tease das ideias e o papel dos intelectuais. O texto foi bastante comentado e teve destaque no blog do professor Carlos Serra.

Caro Mutisse escreve em jeito de comentário que: Mais do que chamar nomes a todos esses, porque não discutir as suas ideias? Pô-las em causa nas suas fraquezas etc.?

Caro Mutisse, as convicções são prisões, dai que respeito sua opinião mas que ideias a discutir de indivíduos que estão corrompidos pelos bens materiais? Aliás eles são caixas de ressonância e consumidores passivos da cobardia, eis o meu ponto de diálogo.

Enuncia alguns problemas na sua missiva mas não os discute. Enuncia alguns problemas na sua missiva mas não os discute. Que elites lhe deixam triste por deixarem "a maioria comer lodo no lugar de pão"? Fala de académicos, políticos, intelectuais, governantes...? Se considerarmos que o Lázaro tem (suponho) formação (e informação) superior, estando num país com índices de analfabetismo assustadores, então faz parte de uma elite e, tomando a sua máxima, tem também a obrigação de "fazer muito mais, levando luz para o túnel onde habita a esperança da maioria". O que tem feito?

Os axiomas são indiscutíveis, caro Mutisse, que o povo come lodo no lugar de pão é evidente, e as causas meu caro são as que nós todos conhecemos: corrupção; falta de responsabilidade e respeito e consideração para com o próximo, etc.

O que tenho feito? Eis a pergunta do ilustre Mutisse. Convido a partilhar meus textos no jornal Zambeze; no meu sitio de masturbação intelectual; a ouvir o programa Matolinhas na Rádio Cidade 97.90 FM sábado sim sábado sim das 7horas as 10 da manhã. As reportagens em directo, todas manhãs no mesmo canal.

Caro Matsinhe, adorei a sua apaixonante visão e passo a citar: Há alguma forma de comprovar isso do que saber do ilustre Bamo que há intelectuais emocionados, invejosos e mal-educados patrioticamente? Já sabíamos que na óptica do Bamo alguns estão no sovaco de partidos políticos, apesar de não sabermos como é que ele chegou a tal respeitável opinião.

Pede-me provas? Isso é resultado do positivismo, onde o verdadeiro é o tangível e o imaginário é uma falsidade. Não lhe darei provas da minha posição pois ela é resultado de várias premissas lógicas que untam o nosso dia a dia.

Queria sugerir que me dissesse o caminho para chegar as suas conclusões sobre factos sociais, quem sabe poderá me ajudar a ter mecanismos matsinhanamente válidos, para credibilidade dos meus comentários.

Escreve ainda que: Longe de nos pormos em bicos dos pés como os puritanos, e nos colocarmos numa trincheira virtual de onde lançamos farpas para um inimigo não devidamente identificado, devíamos prestar um serviço público à nação usando o nosso tempo para clarificar a sociedade sobre os fenómenos penosos que estão a acontecer.

Caro Matsinhe, não tenho inimigos, e não discuto ideias nessa perspectiva, como forma de evitar ataque pessoal, que é um argumento falacioso. Queria que eu falasse de nomes? Se sim estamos em caminhos antagónicos.

…Para além da sovaqueira da "vitimização" referida pelo Mutisse o Bamo tem que sair daquela da SOBERBA, PRESUNÇÃO e afins que o fazem pensar e ver a inveja, emoção e má educação dos outros para passar a discutir os méritos ou deméritos das opiniões desses.

Vejo claramente com este comentário, que estou diante de um intelectual ego centrista, vítima da bonança e como tal e filiando-se a visão mutissiana, faz um ataque pessoal ao Bamo, homem do povo, vitima que se assume como tal. Matsinhe e Mutisse não fazem critica, atacam suas vítimas como verdadeiros espartanos a busca de novas terras.

Nelson da Beira, escreveu que.. Minha revolta à esse intelectualismo se agiganta quando se vai ao cúmulo de usar dos seus saberes para "apedrejar" os que se lhes opõe... De certeza os mutissianos e matsinhianos irão te pedir provas disso meu amigo. Atenção.

Mesma chamada de atenção vai para Elísio Macamo, que em jeito de comentário sobre o assunto escreveu que …a necessidade de continuar a debater a questão revela, para mim, algo muito mais importante do que a forma como cada um de nós apresenta os seus argumentos.

Através do Nelson chegou-me o comentário do Micas, ele pergunta me, que poderão fazer mais os Serras, os Nelson e por ai adiante, que não o façam já?

Em jeito de resposta escrevi: Micas os Nelson, Serra tem muito a fazer, assim como Bamo e Micas. Denunciar e criticar, mostrar que há quem está de olho nas irregularidades, como forma de mitigar a falta de responsabilidade do estado em que estamos mergulhados.

Micas, enquanto alguns intelectuais continuarem a acobertar o político, viverémos no estado natural de Thomas Hobbes. O intelectual deve educar o político, como forma de criar um estado menos tempestuoso.

Phambeni

Vejam também: http://meumundonelsonleve.blogspot.com/ ou www.ideiassubsversivas.blogspot.com

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Missiva ao Júlio Mutisse

Faço esta pequena exposição para dizer que apreciei a abertura do debate através do seu mundo de ideias subversisvas. Mas estou triste com alguns dos nossos intelectuais, que deixam a emoção sobrepor-se à razão. Estou decepcionado com intelectuais invejosos, que passam a vida a desvalorizar o trabalho e fama dos outros no campo das ciências. No processo histórico, todos somos protagonistas mas alguns è que se tornam mártires e os cobardes são publicamente e moralmente linchados.

Caro Mutisse, acho que a ciência mas do que holofote devia ensinar o homem a controlar o sentimento por meio do pensamento e não o contrário, pois a assim sendo estarémos condenados à desgraça.

Eu estou triste com as elites, que deixam a maioria comer lodo no lugar de pão, não estou frustrado mas acho que, Mutisse, Lázaro, Nelson, Serra, GM, etc podem fazer muito mais, levando luz para o túnel onde habita a esperança da maioria.

Hoje a maioria está em crise, subiu preço de chapa, e as elites escoltadas vão passeando sua classe as custas dos que pagam impostos e não tem regalias; aqueles que vivem acima de 100 USD quando em Golhoza (nome de um bairro na Matola), há quem vive a baixo de 1 USD.

Acordei hoje 5 de fevereiro de 2008 com receios de despertar em Nairob ou Darfur, e para minha infelecidade acordei em Bagdad e Cabul. Acordei triste porque lá no Singhatela (nome de um bairro na Matola), meus consaguêneos passarão a viver de batata doce que jà não cresce na machamba de vovó Gelina, lá para as bandas de Dona Alice, mas como diz um provérbio chinês, jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda, continuo a acreditar na utopia..

Caro Mutisse leve minha carta para si e para os seus, para intelectuais que a pêrola do índico não conseguiu educar como patriotas, capazes de defender interesses comuns de uma nação que já existe, esquecem que Só conseguirá compreender o que é uma propriedade quem lhe tiver sacrificado uma parte de si próprio, quem tiver lutado para a salvar e sofrido para lhe dar beleza como dizia Saint-Exupéry.

Meu caro saiam eles dos sovacos de egoísmo, e venham mergulhar na catinga deste lado de cá onde me encontro com a maioria, que não tem sabão para lavar a boca.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Estradas em buracos ou buracos em estradas?

Meus caros, parto do principio de André Gide, segundo o qual, Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo. Cá estou movido pela razão. Felizmente, encontro-me mergulhado numa aventura amorosa com uma cidade chamada Matola, conhecida em tempos como capital industrial, hoje cheia de cavalos brancos.

Fiquei feliz com a nova toponímia, que estampou em várias artérias da Matola, novos nomes em susbistituição de colonos e atribuiu aos que não tinham alcunha. Fiquei feliz porque, Josina Machel, Eduardo Mondlane, só para citar alguns nomes, foram homenageados e o dia da assinatura dos acordos de Roma, 4 de Outubro 1992, acto que trouxe paz ao nosso país, mereceu também uma especial atenção.

Entendi o gesto como homenagem verdadeira, como reconhecimento das figuras e efemérides, mas a experiência tem me provado o contrário, senão vejamos: No final do primeiro mandato, o executivo da Matola, liderado pelo falecido Carlos Tembe, brindou os matolenses com uma grande obra, a avenida 4 de Outubro, que liga a cidade de Maputo (Benfica) à Matola (Bairro Acordos de Lusaka), e durante muito tempo, o feito foi tido como uma promessa convertida em verdade.

Hoje em dia a estrada é o que é, cheia de buracos. O ponto de descórdia entre Maputo e Matola, priva os munícipes de circularem em melhores condições. Maputo não quer resolver o problema que se verifica na ponte que atravessa Malaúze, no Benfica(Cidade de Maputo), alegando que a obra é da Matola, este por seu turno diz que já fez muito ao ultrapassar a ponte e chegar ao Benfica. Resultado: Munícipes entragues à sua sorte. E pergunto: Maputo e Matola cadê a unidade Nacional?

Mas não é só a 4 de Outubro que está marginalizada, temos a avenidada que leva o nome do herói de todos nós Eduardo Mondlane, que parte do nó da Machava à Padaria Pão de Lenha, um autêntico caus, que é conhecido por todos. E os vereadores como dizia num artigo, o jornalista Ângelo Munguambe, continuam dorminhocos. O argumento é de que a estrada está na responsabilidade da Administração Nacional de Estradas, mas na minha modesta opinião, a edilidade deve resolver o problema ao invés de procurar o culpado.


Outra figura homenageada, é a heroina Josina Machel, a nova toponímia não a deixou de fora, mas o vereador dominhoco, parece que está farto e quer se retirar do xadrez, por isso que prefere aguentar com sermão até o final do mandato, que não tem mais um ano de sobrevivência. Isto porque vezes sem conta já falou-se do problema mas nada feito. No entanto a maioria, que num estado democratático desempenha um papel importante, está a ser frustrada.

Em suma, queria apelar ao executivo da Matola para que tome a opinião, não como um ataque pessoal, mas acima de tudo como uma forma de participação do cidadão na gestão do bem comum. A estrada Regional, Av. Eduardo Mondlane precisa de ser reabilitada e é o vereador que deve negociar com a Administração Nacional de Estradas.

Por uma questão de bom senso e valorização do investimento, feito na Av. 4 de Outubro, a edilidade deve resolver o problema, pois o vizinho não perde nada antes pelo contrário, irá assistir quando o dono da infraestrutura estiver na acareação. Quanto à Josina Machel, só da opinião quem por respeito ao cidadão que vive num país democrático, urge colocar as máquinas de reabilitação de estradas que o Município possui, ainda que poucas, a funcionar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O Streep Tease das Ideias e o Papel dos Intelectuais

Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades .
http://oficinadesociologia.blogspot.com - Carlos Serra

Movido pelo tempo em que me encontro mergulhado até ao pescoço, vejo que muitas são as correntes que buscar interpretar e compreender a sociedade, daí o bumm de ideias que são expostas, agora mais do que nunca, ao serviço das massas.

Há um Streep Tease das ideias que na minha óptica, tem vindo a alimentar debates, a prova disso são as contribuições intelectuais que podemos encontrar na blogsfera, o que tem vindo a clarificar o papel do intelectual, que é de ajudar com sua análise a sociedade a esclarecer-se de vários factos, vão demostrar ao mundo porque é que as angústias humanas diante da vida provêm, muitas vezes, da necessidade de realizar escolhas, como dizia Jean Paul Sartre.

No meu país, cheio de fome miséria, demagogia, ainda carecemos de mais intelectuais corajosos, que não se escondem nos sovacos de partidos políticos em detrimento dos interesses da maioria. Temos muitos intelectuais que não comungam este streep tease de ideias em beneficio da maioria, por um lado são movidos pela teoria das elites, por outro temem serem isolados e descomungados de regalias, são autênticos tiranos da globalização.

É curioso que esses intelectuais cobardes, nos tempos da clandestinidade, eram arquitectos de frentes para libertar a nação da fome e da miséria, aniquilando o inimigo (colonos e traidores); eram homens que buscavam a liberdade para que fazer o streep tease das ideias em beneficio do povo, da maioria, como se pretende que seja o papel dos intelectuais. Agora que tem a praça da Independência e os microfones e câmeras, simulam o povo e mal desempenham suas funções, aparecem em missões político partidárias.

Que teme um intelectual de desempenhar seu papel? Que teme um intelectual de fazer streep tease das ideias, isto é, falar sem que ninguém ou nada o intimide? Fazendo este guisado de ideias, chego a conclusão de que, os intelectuais em Moçambique são poucos, o resto é um bando de cobardes que se deixa levar pela Teoria das Elites de Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Robert Michels, que nos trás a idéia da existência, em todos os níveis sociais, de indivíduos portadores de dons característicos que lhes predispõem à liderança, em detrimento de uma maioria que não possui capacidade de livre escolha e participação.

Assim sendo o governo das massas ( estado democrático) é uma miragem, e os intectuais cobardes, que não querem ser abocanhados pela miséria, fome e pobreza absoluta, preferem proliferar círculos eleitorais e trabalhar mais para fundamentar ideias politicos, fugindo assim da sua responsabilidade, que é de colocar Holofotes nas mentes das massas.

Contraponho a teoria das elites e arrisco-me a tudo e nada, para everedar pelo pluralismo na óptica de Sandor Halebsky, que numa das suas cinco proposições sobre a teoria, fala da Dispersão do poder - o poder não está em nenhum centro, os recursos políticos estão amplamente distribuídos por toda sociedade e, com efeito, nenhum número limitado de grupos é todo-poderoso, nem há um único grupo de elite.

Se é verdade que os nossos intelectuais precisam de se afirmar na sociedade em beneficio da maioria, que envolve também a menoria como parte de um todo, não é menos verdade que os intelectuais devem despertar a sua conscência racional e deixarem de lado os 4x4, que ostentam as custas da miséria da maioria.

Sugiro um Streep Tease das Ideias para que todos abutres possam se sentir atraidos e seduzidos pela racionalidade, como forma de despí-los da ganância, corrupção e deixa-andar.

Lazaro Bamo

sábado, 12 de janeiro de 2008

Obrigado lei 2/97

Fiquei feliz ao saber que a lei das autarquias locais, 2/97 no seu artigo 60 foi observada, todos poderes passaram para a senhora presidente da Assembleia Municipal Maria Vicente, agora com todos poderes para decidir até exonerar vereadores.

Perdi noites a pedir ao senhor do além para que tal acontecesse, isto é, que a lei fosse observada, pois não foi constatada nenhuma necessidade de cautela como algumas correntes gananciosas pretendiam.

A melhor prenda além do cumprimento da lei, é a Maria Vicente dar continuidade ao projecto de Carlos Tembe, que Deus o tenha, pois não há roda a inventar é só cumprir com o que já foi desenhado. Irémos cobrar as promessas e dívidas e nada de se atirar culpa a ninguém, pois todos assessores e colaboradores directos do edil Carlos Tembe sempre se mostraram apoiantes do projecto daquele e de todos nós. Queremos a Matola como cidade da cultura, queremos a Matola mais desenvolvida, este é o TPC que a Maria Vicente deve fazer.

Obrigado por ter-se observado a lei 2/97 e obrigado por não termos sido desviados da legalidade para oportunismo e ganância. Creio que os Matolenses a quem respeito muito, dão-se por contentes com o facto.

Já agora senhora presidente interina, Há que tornar a ungir os cavalos guerreiros e levar a luta até ao fim; porque quem nunca descansa, quem com o coração e o sangue pensa em conseguir o impossível, esse triunfa, como diz um ditado e é a vitória o que nós queremos.

Infelizmente para eles e felizmente para mim e muitos, não foi desta que os gananciosos assaltaram a autoridade moral e legal da Matola e todos saímos a ganhar. Perderam os que do bem público queriam fazer privado, aqueles que queriam contrariam o pensamento de que Ninguém se tornou ilustre por fazer o que lhe apetecia, como defendia Montapert.

Perderam sim porque esses não queriam o bem, não queriam nos ensinar a cumprir com a lei muito menos a serem exemplos, esqueceram-se de que Quem não ensina um ofício ao seu filho ensina-o a ser ladrão. Felizmente veio um exemplo claro de que nem todos são gananciosos muitos menos mal intencionados.

Agora apelo a todos para que juntemos as forças para tornar a Matola aquilo que sempre sonhamos, uma Matola desenvolvida próspera e cada vez mais acolhedora. Boa sorte Maria Vicente e até breve.