Queria trazer aqui meu comentário sobre o debate que se seguiu à publicação de um texto, aqui no meu canto de masturbação intelectual, com o titulo: O streep tease das ideias e o papel dos intelectuais. O texto foi bastante comentado e teve destaque no blog do professor Carlos Serra.
Caro Mutisse escreve em jeito de comentário que: Mais do que chamar nomes a todos esses, porque não discutir as suas ideias? Pô-las em causa nas suas fraquezas etc.?
Caro Mutisse, as convicções são prisões, dai que respeito sua opinião mas que ideias a discutir de indivíduos que estão corrompidos pelos bens materiais? Aliás eles são caixas de ressonância e consumidores passivos da cobardia, eis o meu ponto de diálogo.
Enuncia alguns problemas na sua missiva mas não os discute. Enuncia alguns problemas na sua missiva mas não os discute. Que elites lhe deixam triste por deixarem "a maioria comer lodo no lugar de pão"? Fala de académicos, políticos, intelectuais, governantes...? Se considerarmos que o Lázaro tem (suponho) formação (e informação) superior, estando num país com índices de analfabetismo assustadores, então faz parte de uma elite e, tomando a sua máxima, tem também a obrigação de "fazer muito mais, levando luz para o túnel onde habita a esperança da maioria". O que tem feito?
Os axiomas são indiscutíveis, caro Mutisse, que o povo come lodo no lugar de pão é evidente, e as causas meu caro são as que nós todos conhecemos: corrupção; falta de responsabilidade e respeito e consideração para com o próximo, etc.
O que tenho feito? Eis a pergunta do ilustre Mutisse. Convido a partilhar meus textos no jornal Zambeze; no meu sitio de masturbação intelectual; a ouvir o programa Matolinhas na Rádio Cidade 97.90 FM sábado sim sábado sim das 7horas as 10 da manhã. As reportagens em directo, todas manhãs no mesmo canal.
Caro Matsinhe, adorei a sua apaixonante visão e passo a citar: Há alguma forma de comprovar isso do que saber do ilustre Bamo que há intelectuais emocionados, invejosos e mal-educados patrioticamente? Já sabíamos que na óptica do Bamo alguns estão no sovaco de partidos políticos, apesar de não sabermos como é que ele chegou a tal respeitável opinião.
Pede-me provas? Isso é resultado do positivismo, onde o verdadeiro é o tangível e o imaginário é uma falsidade. Não lhe darei provas da minha posição pois ela é resultado de várias premissas lógicas que untam o nosso dia a dia.
Queria sugerir que me dissesse o caminho para chegar as suas conclusões sobre factos sociais, quem sabe poderá me ajudar a ter mecanismos matsinhanamente válidos, para credibilidade dos meus comentários.
Escreve ainda que: Longe de nos pormos em bicos dos pés como os puritanos, e nos colocarmos numa trincheira virtual de onde lançamos farpas para um inimigo não devidamente identificado, devíamos prestar um serviço público à nação usando o nosso tempo para clarificar a sociedade sobre os fenómenos penosos que estão a acontecer.
Caro Matsinhe, não tenho inimigos, e não discuto ideias nessa perspectiva, como forma de evitar ataque pessoal, que é um argumento falacioso. Queria que eu falasse de nomes? Se sim estamos em caminhos antagónicos.
…Para além da sovaqueira da "vitimização" referida pelo Mutisse o Bamo tem que sair daquela da SOBERBA, PRESUNÇÃO e afins que o fazem pensar e ver a inveja, emoção e má educação dos outros para passar a discutir os méritos ou deméritos das opiniões desses.
Vejo claramente com este comentário, que estou diante de um intelectual ego centrista, vítima da bonança e como tal e filiando-se a visão mutissiana, faz um ataque pessoal ao Bamo, homem do povo, vitima que se assume como tal. Matsinhe e Mutisse não fazem critica, atacam suas vítimas como verdadeiros espartanos a busca de novas terras.
Nelson da Beira, escreveu que.. Minha revolta à esse intelectualismo se agiganta quando se vai ao cúmulo de usar dos seus saberes para "apedrejar" os que se lhes opõe... De certeza os mutissianos e matsinhianos irão te pedir provas disso meu amigo. Atenção.
Mesma chamada de atenção vai para Elísio Macamo, que em jeito de comentário sobre o assunto escreveu que …a necessidade de continuar a debater a questão revela, para mim, algo muito mais importante do que a forma como cada um de nós apresenta os seus argumentos.
Através do Nelson chegou-me o comentário do Micas, ele pergunta me, que poderão fazer mais os Serras, os Nelson e por ai adiante, que não o façam já?
Em jeito de resposta escrevi: Micas os Nelson, Serra tem muito a fazer, assim como Bamo e Micas. Denunciar e criticar, mostrar que há quem está de olho nas irregularidades, como forma de mitigar a falta de responsabilidade do estado em que estamos mergulhados.
Micas, enquanto alguns intelectuais continuarem a acobertar o político, viverémos no estado natural de Thomas Hobbes. O intelectual deve educar o político, como forma de criar um estado menos tempestuoso.
Phambeni
Vejam também: http://meumundonelsonleve.blogspot.com/ ou www.ideiassubsversivas.blogspot.com